Antonin Artaud

Considerado um louco visionário do teatro surrealista, apesar de em vida não ter conseguido ver em prática suas teorias, pretensiosas demais para a época e muito contraditórias, influenciou vários teatrólogos que o sucederam. Para ele não existe diferença entre a vida e a arte. Suas obras mostram que o teatro fala de uma linguagem secreta e para decifrar deve-se investigar.

Artaud valorizava o gestual e o objeto, pregava a utilização de elementos que concentrassem o espectador, sem que se fizesse necessário diálogos entre os personagens, mas sim música, dança, gritos, sombras, iluminação forte e muita expressão corporal. Muito embora tenha criado o termo Teatro da Crueldade, não foi um artista do teatro, mas um homem cujos caminhos transpassaram diversas artes. Ele formulou o conceito de Teatro da Crueldade como aquele que procura liberar as forças inconscientes da platéia.

Segundo Artaud, a interpretação deveria ser algo mais do que a simples reprodução dos textos. No Teatro da Crueldade encontram-se as necessidades de promover uma mudança no espectador e no ator para que ambos terminassem com marcas em suas carnes e conflitos em sua mente.

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Aristófanes

Considerado o maior representante da Comédia Antiga.

Escreveu mais de quarenta peças, das quais apenas onze são conhecidas. Seus heróis suscitam o passado de Atenas, os valores democráticos, as virtudes cívicas e a solidariedade social. Comenta em diálogos mordazes e inteligentes todos os temas importantes da época – a Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, os métodos de educação, as discussões filosóficas, o papel da mulher na sociedade, o surgimento da classe média.

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Aristóteles

Filósofo grego considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.

Sua poética abrange a poesia épica, a lírica e a dramática: (tragédia e comédia). A imitação propõe a recriação e a recriação propõe aquilo que pode ser. Assim, a poética tem por fim o possível. 

A tragédia apresenta o homem exaltando suas virtudes e a comédia apresenta o homem ressaltando seus vícios ou defeito.

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Augusto Boal

Fundador do Teatro do Oprimido, suas técnicas e práticas se propagaram pelo mundo nas três últimas décadas do século XX, sendo empregadas não só pelos que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.

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Bertold Brecht

Além de dramaturgo e diretor, Brecht foi responsável por aprofundar o método de interpretação do teatro épico, uma das grandes teorias de interpretação do século xx. Tentou romper abertamente com o método Stanislávsky.

No início de sua carreira Brecht estabelece os elementos de uma nova forma de interpretação para o ator. Cada palavra deve encontrar um significado visual e através do gesto o espectador pode compreender as alternativas da cena.

Com Brecht surge a teoria do distanciamento – o espectador deve tirar da peça alguma lição permanente e não se identificar sentimentalmente com ela, enquanto o ator deve ser capaz de sair de sua personagem e comentar sua interpretação.

Brecht foi autor de frases famosas: “Infeliz do povo que precisa de heróis”.

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Cacilda Becker

Atriz brasileira, um dos maiores mitos dos palcos nacionais.

Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, no Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes ("Luz dos Meus Olhos" em 1947 e "Floradas na Serra", em 1954) e uma telenovela ("Ciúmes", em 1966), na TV Tupi além de outras participações em teleteatros na televisão, foi Cacilda quem inaugurou o Teatro Municipal de São Carlos com a peça "Esperando Godot" no começo de 1969.

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Constantin Stanislávski

Ator e diretor Russo reponsável pela criação do método de interpretação mais utilizado até os dias de hoje.

O princípio mais importante do sistema de Stanislavski é que todas as ações no palco têm que ter um propósito. Isto significa que a atenção do artista sempre deve ser enfocada em uma série de ações físicas ligadas sucessivamente pelas circunstâncias da cena. Stanislavski determinou que a maneira de se criar este elo entre as diversas ações é a resposta às três perguntas essenciais: O que?, Por que? e Como?

(MAIS!)

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Eugène Ionesco

Um dos principais percurssores do Teatro do Absurdo, suas peças retratam de uma forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância da sua existência.

Com Ionesco, os textos quase não tinham uma história, nem enredo, sem começo, nem fim. O que existia era o reflexo de seus sonhos e pesadelos, os personagens não são reconhecíveis, assemelham-se a bonecos mecânicos colocados diante do público, toda caracterização é agressiva e balbucios incoerentes tomam o lugar do diálogo. Por isso suas peças são dramas cômicos perpassados de humor.

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Eugênio Kusnet

Participou de todo o processo de evolução do teatro brasileiro tornando-se o mais destacado ator de formação Stanislavskiana e professor de uma grande geração de atores que se formou nas décadas de 60 e de 70. Participaou ativamente no Teatro Oficina e no Teatro de Arena.

Nos últimos anos de vida dedicou-se a lecionar teatro na Escola de Arte Dramática da USP e na Fundação Armando Álvares Penteado, além de ser preparador de elenco de grandes espetáculos como "Jesus Cristo Superstar".

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Eurípedes

O último dos três grandes autores trágicos da Atenas clássica.

Estima-se que Eurípedes tenha escrito 95 peças sendo o autor do maior número de peças trágicas da Grécia que chegaram até nós.

Em suas tragédias ele relata a história dos negados e/ou vencidos, podendo citar como exemplo a obra "As Troianas", em que o autor relata a história das mulheres da cidade de Tróia (lembrando que na época as mulheres não eram consideradas como membros da sociedade).

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Gil Vicente

Sua obra vem no seguimento do teatro ibérico popular e religioso. Seus textos trazem uma grande diversidade de formas: o auto pastoril, a alegoria religiosa, narrativas bíblicas, farsas episódicas e autos narrativos.

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Henrik Ibsen

Considerado um dos criadores do teatro realista moderno. 

Sua obra divide-se em três períodos: romântico, realista e simbolista.

Suas peças mais famosas retratam de forma realista a vida contemporânea, e seu tema central é o dever do indivíduo para consigo mesmo, onde os conflitos psicológicos predominam sobre as situações. Seu individualismo anarquista influenciou as gerações posteriores mas, em sua vida pessoal, Ibsen era conservador. Suas peças causaram escândalo na sociedade da época, no enfrentamento dos valores morais vitorianos da família e da propriedade, então ainda predominantes. Ibsen defendia a liberdade espiritual, que nada teme, e não se submetia a nenhuma disciplina partidária, apenas à verdade.

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Jean Genet

Incitou as mais diversas reações sobre sua personalidade e obra.

Foi condenado à prisão perpétua por crime de morte E obteve o perdão graças aos esforços de Jean Cocteau e Jean-Paul Sartre, rendidos a seu talento literário.

Em seus romances e peças de teatro, em que os protagonistas são quase sempre delinquentes e marginais, Genet abala a consciência social e a fragilidade do sistema de valores da sociedade burguesa.

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Jersy Grotowski

O polonês que modificou a maneira de pensar a atuação cênica. Segundo ele, os figurinos, os cenários, a musica, o efeitos de luz e até mesmo o texto dramático são acessórios dispensáveis. Mas não o ator.

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Luigi Pirandelo

Foi um grande renovador do teatro, com profundo sentido de humor e grande originalidade.

Com o drama "Seis Personagens à Procura de um Autor", construído de forma insólita, sem um esquema claro de ação e sem divisão em atos, estimulou de forma decisiva o desenvolvimento do teatro do absurdo.

O drama de caráter existencialista também tem suas origens na obra de Pirandello. A obra de Pirandello pode ser considerada derivada da necessidade de uma lúcida análise da angústia e da neurose dos tempos modernos.

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Martins Pena

Dramaturgo, diplomata e introdutor da comédia de costumes no Brasil.

Sua obra caracteriza-se pela ironia e humor, as graças e desventuras da sociedade brasileira e de suas instituições e reúne quase 30 peças, dentre comédias, sátiras, farsas e dramas. Destacou-se especialmente por suas comédias, nas quais imprimiu caráter brasileiro, fundando o gênero da comédia de costumes no Brasil, mas foi criticado pela baixa qualidade de seus dramas. No geral, produziu peças curtas e superficiais, contidas em um único ato, apenas esboçando a natureza das personagens e criando tramas, por vezes, com pouca verossimilhança e coerência.

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Menandro

Principal autor da Comédia Nova, última fase da evolução dramática ateniense, que exerceu profunda influência sobre os romanos Plauto e Terêncio.

Escreveu mais de cem comédias, quase todas conhecidas apenas pelos títulos ou por fragmentos citados por outros autores antigos.

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Molière

Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, foi um dramaturgo francês, além de ator e encenador.

É considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de absoluta importância na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Usou as suas obras para criticar os costumes da época.

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Nelson Rodrigues

Dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro.

Escreveu dezessete peças teatrais. Sua edição completa abrange quatro volumes, divididos segundo critérios do crítico Sábato Magaldi, que agrupou as obras de acordo com suas características, dividindo-as em três grupos: Peças psicológicas, Peças míticas e Tragédias cariocas.

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Platão

Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles q que "Platão" era na verdade um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas.

Há, na Antigüidade, duas classificações das obras de Platão: a trilógica, de Aristófanes de Bizâncio, e a tetralógica, de Trasilo.

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Plauto

Dramaturgo romano autor de 21 peças que se preservaram até os dias atuais.

Suas comédias estão entre as obras mais antigas em latim preservadas integralmente até os dias de hoje, são quase todas adaptações de modelos gregos para o público romano, assim como ocorria na mitologia e na arquitetura romanas. Seus trabalhos foram também fonte de inspiração para muitos renomados escritores, tais como Shakespeare, Molière e outros.

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Samuel Beckett

Seu teatro, recheado de paradoxos e humor negro, rejeita a busca de explicação da existência através do racionalismo.

O criador da farsa metafísica: "Esperando Godot", com seus personagens (dois velhos amigos que dão título à obra) e que se entregam a abundantes diálogos quase literalmente retomados na peça.

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Sófocles

Um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo e Eurípedes.

Suas peças retratam personagens nobres e da realeza. Escreveu cerca de 120 peças, das quais apenas sete "sobrevivem" até os dias de hoje, e também trabalhou como ator.

Em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é conseqüência de um acontecimento acidental (destino).

Reduziu a importância do coro no teatro grego, relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua frente. Também aperfeiçoou a cenografia e aumentou o número de elementos do coro de 12 para 15, porém esse número pode variar de acordo com o poeta que define a tragédia.

Sua concepção teatral foi inovadora e elevou o número de atores de dois para três.

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Vsevolod Meyerhold

Iniciou sua carreira na companhia fundada por Stanislávsky e Dantchenko. Meyerhold inspira-se no impressionismo, no cubismo e finalmente no expressionismo. Propôs uma nova abordagem: um teatro que “intoxicaria o espectador com uma força dionisíaca do eterno sacrifício".

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William Shakespeare

Considerado o maior dramaturgo da Língua inglesa e um dos mais influentes no mundo ocidental.

Soma obras obras que permaneceram ao longo dos tempos em: 38 peças, 154 sonetos, dois poemas de narrativa longa, e várias outras poesias.

Suas obras são mais atualizadas do que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com freqüência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.

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